quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Branco...

Hoje pela manhã, um casal de velhinhos entrou no ônibus, pra variar ninguém cedeu espaço. Josi em ação, coisa resolvida. (mesmo que com muita contradição, eu estou me sentindo exausta faz uns três dias... uma preguiça desgraçada, culpa da dieta do chá que inventei de começar... mas conto sobre isso depois.) O que me chamou a atenção foi a conversa dos dois "cabelos brancos"...
"Depois de comprar o leite, agente passa ali na lojinha e compra uma lembrancinha pro Duda." "É e quem garante que nosso filho vai nos receber?" "Velho fica calmo, vamos ter paciência, ele tá distante porque a esposa dele não quer agente velho por perto e porque trabalha demais, se ele não nos receber denovo, voltamos pra nossa casinha."...
Fiquei eu e minha cabeça fértil imaginando mil coisas.... que o filho desistira dos pais, que os pais estão abandonados... que tá tudo de ponta cabeça, mas que.... mesmo assim eles pensam em agradar o filho, em procurá-lo.
Eu queria ser assim como eles, coração gigante, sem rancor, e nada me muda, ao menos não agora, ser tratada com indiferença, ser esquecida por um filho, ficar a mercê... tudo isso me dá desespero e rancor só de pensar. :/
Preciso melhorar isso em mim... urgente. Minha melhor amiga sumiu uns meses atrás e quando tive oportunidade de conversar com ela... não fui. De braba... de boba.

Ontem tomei uma decisão, esquecer sentimentos e trabalhar em cima do profissional e do racional. Acho que vou ganhar mais. Ou perder mais. Não sei... É que, sempre fico com o sentimento que podia ser diferente... que fiz menos do que podia. Mas fazer o que...
Tenho muito trabalho pela frente hoje, muito mesmo, em dois dias preciso agir em dobro... fazer valer.

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