quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sobre se dar bem...


Só pra não deixar passar... sobre um comentário anônimo que recebi no post abaixo, gostaria de expor uma idéia a respeito.

"Gravidez só pra se dar bem..."

Ah se isso fosse real, se saisse dos contos de fadas e viesse cair em realidade essa idéia boba, de que gravidez é coisa pra quem quer se dar bem. Mas não é.

Desconheço qualquer pessoa que tenha engravidado e se dado bem.

O que acho terrivelmente cruel diga-se de passagem, o uso de um filho gerado por interesse.

Discordo desse "se dar bem" pois vivo na pele o sentimento de ter um filho gerado fora de um relacionamento concreto. O quanto é difícil criar, educar, cuidar, alimentar, vestir, amar, sustentar... uma criança e... sozinha.

Muito corro, de muito abro mão, sou mãe & pai em tempo integral. Quando o bebê está bem e quando está mal, quando tenho grana e quando não tenho, quando dorme e quando fica acordada por horas, quando posso e incrivelmente quando não posso também. Um zelo constante.

E por viver assim, por saber como é difícil ter um ser que depende exclusivamente de você é que desacredito no conto de fadas de que "gravidez pra se dar bem" exista.

Tenho uma grandeee a amiga que teve a infeliz idéia de se dar bem, engravidou de um jogador de futebol, rico, lindo... péssimo pai. Ganha uma graninha de pensão e eras isso. E ainda por cima sofre pelo filho a ausência do pai que ele conhece apenas vendo televisão.

A idéia pode existir sim, concordo, porém a realidade é coisa extraordinariamente relevante ao se gerar um filho.

A mãe segue o sentimento, cuida, protege, leva no médico ao mesmo tempo em que faz s unhas, pega na creche ao mesmo tempo em que está atrasada para uma reunião. O pai segue a razão que nem ele mesmo sabe o que é... eles reclamam de uma espera de duas; três horas pra ir ao médico, de comprar fraldas toda semana, de pegar o bebê de 15 em 15 dias e achar que é suficiente, enfim ser pai é coisa de poucos.

No meu caso, minha gravidez foi concebida em momentos de muito amor, em momentos felizes porém o sentimento não foi suficiente para um relacionamento e optamos por recebê-la mesmo que separados.

Hoje Manu mora comigo (e quando ela está bem o pai dela aparece) e como disse sou Mãe (com letra maiúscula!) em tempo integral, já o pai dela... bom prefiro não comentar sua ausência, seu despreparo, que claro, é trabalhada por mim dia pós dia, e sim minha filha é completamente feliz, apesar do pai ausente. Tem um pai que é avô em tempo integral e um padrasto que é Pai em tempo integral mesmo diante de não saber ao exato o quanto pode interferir em sua vida.

Dinheiro nenhum compra respeito, carinho, cuidados, zelo, atenção. Só compra fraldas, hipoglós e paga a creche. De resto... se torna pouco. E pra mim pouco é realmente insuficiente. Então que o pouco não exista.

Bom... desabafei uma coisa que matuta em minha cabeça em tempo integral.

Bom dia...

Bah.. hoje tenho umas coisas muito doidas pra contar pra vocês. Falamos logo em seguida. Beijo.

3 comentários:

Tati disse...

Josinha, vivo contigo vendo tudo em tela plana , ao vivo e a cores, o quanto és mãe, e acima de tudo o quanto cresceu, o quanto de mulher tem por trás desse jeitinho moleca de ser. Torço por ti muito e muito e sei o que te espera dentro de poucos meses!... SUCESSO! porque é o sucesso que vem depois do trabalho... acredite. Te amo.

Marcelo Leite disse...

Escreveu sobre um assunto polêmico, que abre brechas para um bom debate.
Parabéns

Anônimo disse...

Nossa que história "chata", mas também muito linda! Você com certeza é uma gueirra e te parabenizo por isso. Parabéns pela GRANDE MÃE que você és! Muito sucesso!